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Início da construção da maior travessia de vida selvagem do mundo

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Na última segunda-feira, um marco importante para a conservação da vida selvagem foi estabelecido com o início da colocação do solo para o Wallis Annenberg Wildlife Crossing, um projeto inovador que visa garantir a segurança da fauna local ao cruzar a rodovia 101, na Califórnia. Com a conclusão, esta travessia se tornará a maior do mundo, representando um avanço significativo para a preservação de espécies como pumas, cervos e linces.

A construção se desenrolou a partir das 7h da manhã até às 10h, período em que operários iniciaram a colocação do solo em áreas que se transformarão em habitat de quase 1 acre. Esse espaço será crucial para diversas espécies locais, que necessitam de uma passagem segura para transitar entre habitats fragmentados pela rodovia 101. O projeto, iniciado no Dia da Terra de 2022, tem previsão de conclusão para 2026.

Desenhado para atravessar 10 faixas da rodovia, o ambicioso empreendimento exige aproximadamente 6.000 metros cúbicos (1.560 toneladas) de solo. A fase inicial de colocação do solo está prevista para se estender por várias semanas e representa apenas o começo de uma longa jornada. O principal objetivo da travessia é salvar vidas e criar um modelo para iniciativas de conservação de vida selvagem urbana em todo o mundo.

A National Wildlife Federation (NWF) afirma que a travessia será a maior do tipo no planeta, estabelecendo um padrão chocante sobre como ecossistemas podem ser conectados. Esse projeto permitirá a migração de animais selvagens, reduzindo a ameaça de atropelamentos pelas estradas. A equipe envolvida está cuidadosamente planejando e executando as obras com especialistas, como cientistas do solo, biólogos e engenheiros, que têm a responsabilidade de escolher o solo e os fungos benéficos. Esses cuidados garantirão um ambiente ideal para a fauna e flora da região.

Em maio, após a conclusão da fase inicial, o projeto avançará com o plantio de 5.000 plantas nativas ao redor da travessia. As espécies selecionadas incluem variantes típicas das Montanhas Santa Monica, como a sálvia costeira e outras aquelas associadas à vegetação de mato costeiro. A escolha cuidadosa dessas plantas será vital para criar um recinto natural que sustente a vida das espécies locais, incluindo pumas, cervos, morcegos e borboletas monarca.

Adicionalmente, o projeto engloba um esforço substancial de restauração ecológica. A propósito, o objetivo é revitalizar 12 acres de terreno aberto, introduzindo cerca de 50.000 plantas nativas. Isso incluirá árvores, arbustos e plantas perenes, uma caricatural tentativa de melhorar o ecossistema local e contribuir para a saúde ambiental. Outro ponto positivo é que a utilização de vegetação nativa pormenoriza a diminuição do risco de incêndios, um aspecto preocupante nas áreas cada vez mais secas da Califórnia.

Nos últimos três anos, um viveiro dedicado especificamente à travessia tem constatado a conservação de mais de 1,1 milhão de sementes nativas, provenientes de mais de 50 espécies distintas nativas das Montanhas Santa Monica. O painstaking effort nessa coleta de sementes é fundamental para assegurar que a área vizinha à travessia esteja repleta de vegetação apropriada assim que o projeto se aproximar de sua finalização.

Por outro lado, o viveiro também cultiva uma série de espécies de árvores, como o carvalho costeiro e o carvalho do vale, além de arbustos como toyon e ceanothus. A gestão do viveiro está sob a responsabilidade da Rock Design Associates, com o suporte especializado de várias organizações, incluindo a Santa Monica Mountains Fund, o National Park Service, a Caltrans e a Mountains Recreation and Conservation Authority.

Com um investimento significativo em conhecimento e recursos, o Wallis Annenberg Wildlife Crossing emerge como um projeto pioneiro que ilustra a importância da conservação da vida selvagem no mundo moderno. A realização dessa travessia com sucesso representa um passo importante não apenas para a preservação de espécies ameaçadas, mas também como um exemplo de como as comunidades podem equilibrar desenvolvimento e conservação ambiental. É uma visão esperançosa para o futuro da vida selvagem e da interação do ser humano com o meio ambiente.

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