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Cibersegurança em Transição: Novas Tecnologias Estão Mudando o Cenário

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Com a expansão das ameaças cibernéticas, a proteção das infraestruturas digitais tornou-se um desafio global significativo. Pesquisadores brasileiros e norte-americanos se reuniram em um workshop imersivo para discutir os avanços em cibersegurança e explorar colaborações científicas. O evento, intitulado “NSF-FAPESP Workshop on Cybersecurity and Privacy”, promovido pela U.S. National Science Foundation (NSF) e pela FAPESP, ocorreu entre 18 e 21 de março, abordando três áreas principais: segurança de redes, inteligência artificial aplicada à segurança e ecossistemas de informações, com ênfase na veracidade e origem dos dados.

### Segurança das Redes e Desafios Atuais

A segurança das redes é um campo consolidado, mas enfrenta desafios crescentes devido ao volume crescente de dados e à emergência de novas tecnologias, como redes 5G e comunicação quântica. Protocolos de criptografia, firewalls avançados e sistemas de detecção de intrusão são essenciais para garantir a confiabilidade das infraestruturas digitais. A abordagem de confiança zero, que considera que nenhuma entidade deve ser confiável por princípio, vem se tornando uma prática recomendada.

### Colaboração em Pesquisa na Cibersegurança

O workshop visou promover conexões entre pesquisadores de ambos os países e identificar interesses comuns, permitindo o levantamento de possibilidades para pesquisas colaborativas. Em um esforço para inverter a dinâmica habitual de solução de problemas, os pesquisadores foram incentivados a discutir abertamente quais questões consideram mais relevantes nas áreas em que atuam. Essa metodologia, conhecida como Blue Sky Approach, permitiu a seleção de ideias inovadoras para pesquisa.

### Inteligência Artificial: Oportunidades e Riscos

A inteligência artificial (IA) emergiu como um tema central durante o evento, pois se tornou tanto uma ferramenta valiosa para a segurança digital quanto um potencial vetor de ameaças. Riscos associados à IA incluem manipulações adversariais e informações falsas geradas por sistemas comprometidos. Apesar disso, a IA também pode ser utilizada para detectar comportamentos suspeitos e automatizar a resposta a incidentes, aumentando a eficácia na proteção de infraestruturas críticas.

### Desafios da Computação Quântica

Outro desafio significativo para a cibersegurança é a ascensão dos computadores quânticos, que têm o potencial de comprometer a maioria dos sistemas de criptografia atualmente utilizados. A comunidade científica já está desenvolvendo uma nova geração de algoritmos, conhecida como criptografia pós-quântica, que será fundamental para lidar com as novas capacidades computacionais.

### Capacidade do Brasil em Cibersegurança

O Brasil possui um potencial considerável no campo da cibersegurança, com centros de pesquisa destacados como a USP e a Unicamp, que realizam estudos significativos em segurança de redes e criptografia. Outras instituições, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), focam em malware e ataques cibernéticos. Iniciativas como a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o Comitê Nacional de Defesa Cibernética (CNDCyber) são exemplos de esforços em cibersegurança que estão em andamento no país. O principal desafio continua sendo a proteção da privacidade dos usuários aliada à necessidade de investigação e prevenção de crimes cibernéticos.

Essas discussões e esforços conjuntos destacam a importância de uma abordagem colaborativa e inovadora para enfrentar os desafios da cibersegurança globalmente.

Informações da Agência FAPESP

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