O Bahia sagrou-se campeão baiano pela 51ª vez ao empatar em 1 a 1 com o Vitória neste domingo (23) no Estádio Barradão, após vencer o primeiro jogo da final por 2 a 0 na Arena Fonte Nova. Esta conquista representa o primeiro troféu da equipe sob a liderança do técnico Rogério Ceni, que tinha se mostrado frustrado no ano passado pela falta de títulos em sua trajetória na competição.
A partida foi marcada por uma atmosfera de tensão intensa desde o apito inicial. A equipe do Vitória, determinada a reverter a desvantagem, dominou a posse de bola e exerceu pressão sobre a defesa adversária, mas enfrentou grandes dificuldades em furar a壁tra tricolor. No primeiro tempo, os anfitriões deram o primeiro susto na reta final, quando Matheusinho atingiu o travessão. Por sua vez, o Bahia quase ampliou sua vantagem em uma jogada bem trabalhada entre Everton Ribeiro e Ademir.
No segundo tempo, o Leão aumentou a pressão e passou a explorar mais as jogadas aéreas. O goleiro Marcos Felipe foi um dos destaques, realizando defesas importantes, principalmente nas finalizações de Janderson. Aos 38 minutos da etapa complementa, o Vitória finalmente conseguiu empurrar a bola para as redes com um cruzamento de Claudo que passou por toda a defesa e entrou. O gol elevou a temperatura do Barradão e deixou os torcedores em polvorosa. Nos acréscimos, Baralhas quase ampliou a vantagem para os rubro-negros, mas a finalização passou raspando a trave.
O clima do clássico esquentou ainda mais com confusões em campo e expulsões de jogadores. Cauly foi expulso após uma agressão ao atleta Lucas Halter, e, nos instantes finais, cartões vermelhos foram distribuídos para Caio Alexandre, Zé Marcos e Danilo Fernandes, que estavam no banco de reservas.
No último lance da partida, Kayky aproveitou um rápido contra-ataque e selou o empate, garantindo assim o título do Bahia.
Tabu mantido
Com esta conquista, o Bahia mantém uma curiosa tradição nos Ba-Vis decisivos: sempre que uma equipe vence o primeiro confronto da final, a taça permanece em suas mãos. Desde que as finais passaram a ser disputadas em jogos de ida e volta em 1981, essa tendência se confirmou nas 19 ocasiões em que os rivais se enfrentaram na decisão do Campeonato Baiano.