Um ataque terminou com nove pessoas mortas no México. A família tinha nacionalidade americana e também mexicana e vivia em comunidade mórmon no estado de Sonora. Uma criança de 13 anos identificada como Devin Blake Langford, presenciou o assassinato da mãe e de dois irmãos. Ele andou por seis horas para pedir ajuda.
O garoto tentou esconder os seis irmãos que sobreviveram ao atentado. O massacre da família mórmon chocou o país. “Depois de testemunhar a morte de sua mãe e seus irmãos, o filho de Dawna, Devin, escondeu seus outros seis irmãos nos arbustos e os cobriu com galhos para mantê-los seguros enquanto procurava ajuda”, escreveu Kendra Lee Miller, uma parente das vitimas, no Facebook.
Um suspeito de participar da chacina foi preso na última terça-feira (5). No momento da prisão ele mantinha dois reféns em Agua Prieta, perto do local do massacre. A polícia apreendeu carros, armas e munições com ele.
O procurador-geral de Chihuahua, Cesar Espejel, confirmou a prisão e afirmou que, para ele, o cartel Los Jaguares pode ser o responsável pela chacina. Autoridades também apuram envolvimento do grupo La Línea. “Depois da prisão do “El Chapo” o cartel de Sinaloa sofreu fragmentações. Esses grupos vêm crescendo perto da fronteira com os Estados Unidos e estão envolvidos com tráfico de imigrantes e de drogas”, explica o procurador.