Dia Internacional de Conscientização sobre a Endometriose: mais de 7 milhões de brasileiras afetadas.

Por Redação
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Silenciosa e dolorosa, a endometriose se camufla por meio das cólicas menstruais, e segundo dados da Secretária de Saúde, acomete cerca de 1 a cada 10 mulheres no Brasil, que lidam com os sintomas da doença e desconhecem a sua existência. Caracterizada pelo crescimento anormal do tecido endometrial fora do útero, a Organização Mundial da Saúde estima que 180 milhões de mulheres enfrentam o problema em todo o planeta. Deste total, sete milhões são brasileiras.

ENDOMETRIOSE

A endometriose é uma doença inflamatória caracterizada pela saída do endométrio, tecido que reveste o interior do útero, durante a menstruação, para a cavidade abdominal ao invés de seguir pelo canal vaginal. Esse movimento de “refluxo”, como falou a especialista, tem a possibilidade de atingir outros órgãos como os ovários, trompas, intestino e bexiga, afetando seus funcionamentos. Por isso, os sintomas são de dor persistente no período menstrual (dismenorreia), que tende a aumentar progressivamente com o passar dos meses.

SINTOMAS

– Dor durante as relações sexuais
– Dor para evacuar ou urinar durante o período menstrual
– Cólica intensa, que não passa com medicação
– Dores fortes na lombar, região pélvica e pernas
– Diarreia, náuseas, prisão de ventre ou inchaço durante a menstruação
– Infertilidade

DOR NÃO É NORMAL

O primeiro passo para o diagnóstico da doença é o exame ginecológico. O que acontece geralmente é que, por ser um sintoma “comum”, vinculado ao período de ciclo menstrual, muitas pessoas acabam tratando a dor como algo “normal”.

Segundo o ginecologista Edmund Baracat, “Quanto mais tempo se leva para um diagnóstico, mais a endometriose vai se disseminando no interior do abdome, podendo levar à infertilidade por alterações anatômicas, obstrução das trompas, alteração na ovulação. Por isso, o ideal é a detecção e o tratamento precoce”.

TRATAMENTO

Não há um tratamento único e padrão para o controle da endometriose. O médico avaliará o grau da doença e definirá a melhor conduta, que na maioria das vezes se dá na tentativa de amenizar os sintomas.

Uma das principais alternativas de tratamento são as terapias hormonais, como o uso de anticoncepcionais e DIU, para suspender ou diminuir o fluxo da menstruação. A medida mais grave se trata da cirurgia, no caso da retirada do útero e dos ovários – geralmente recomendada quando a mulher já tem filhos e não pretende engravidar novamente.

No Dia Internacional da Luta contra a Endometriose, é importante conscientizar a população sobre os sintomas e a importância do diagnóstico precoce para um tratamento eficaz. A falta de informação e o desconhecimento da doença levam muitas mulheres a conviverem com dores intensas e complicações que afetam sua qualidade de vida.

Portanto, é fundamental que as mulheres estejam atentas aos sinais do corpo e busquem ajuda médica ao menor sinal de desconforto. O diagnóstico precoce pode evitar complicações graves e proporcionar um tratamento adequado para o controle da endometriose. A conscientização e a informação são essenciais para o enfrentamento dessa doença que afeta milhões de mulheres ao redor do mundo.

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